Os costalmeida tiveram a oportunidade de morar em lindas e pequenas cidades das Minas Gerais, de onde adquirimos sensibilidade e respeito com a natureza e um carinho especial com aquele jeito tranquilo do interior. E isso é raro hoje, pois nossas crianças são obrigadas a entrar no esquemão dos grandes centros, com horários, compromissos e o eterno "entra rapidinho e põe o cinto que estamos atrasados...". De todas as casas, confortáveis e diferentes, a de Pará de Minas foi a mais legal, pois tinha um quintal onde jogávamos bola e ao lado um pequeno pomar, com pocans enormes, ovos caipira, laranja lima e um pé de jabuticaba imenso, onde ficávamos tardes inteiras a saborear o doce prazer da vida. eu sempre digo que éramos felizes e sabíamos disso.
Tonho tinha uns seis pra sete anos, caladinho, mas curioso, criativo e sempre na tentativa de bater os recordes de coisas erradas dos três irmãos mais velhos.
Ok, ele vai, matreiro, de soslaio até o nosso quarto, pega o abajour, tira a lâmpada e, inteligência rara, coloca uma moeda no lugar da lâmpada....
Meus queridos, o menino tomou um choque daqueles de tremer o quarteirão... Corremos para o quarto e ele estava em transe, olhando para o infinito e além...com os cabelos em pé, parecia que tinha feito uma escova regressiva, sacou? Foram necessários três ou quatro cortes no barbeiro da esquina, à la Príncipe Danilo para corrigir o estrago, isso porque o cara queria raspar tudo, mas perdeu duas máquinas quebradas na recuperação do ocorrido. Nervosa, mamãe buscou alguma coisa líquida para ele beber e ele foi voltando, aos poucos e, sorrindo com cara de bocomoco, repetia: "água boa, água boa....".
Dú e Maurinho juram, de pés juntos, que o copo estava cheio de leite, mas isso é conversa pra outra estória...
MARCINHO


Choro de rir com Marcinho contando!!! Tadinho do Tonho tá longe p/ se defender!
ResponderExcluirFoi uma experiência chocante ...
ResponderExcluirTadinho do menino ,não gosto nem de pensar Bjs pra ele coitadinho .
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